Corte, cana e uma migalha


Trabalho tempo temporada
Que trabalho que nada
A coisa é mesmo desapropriada
Corte desgaste sol e embrenhada





Sucuri, cascavel, coral e perigo no mato
Logo passo a faca na cana
E estilhaço pedaços delas por um ato
Dinheiro é pão e o que condena






Logo acordo por temer e sede
De não o ver e ter em mesa
Sol, chuva, céu, raios nem neve
Há de tirar do meu rosto suor que é leve

O dia que não voltarei
Desanimado com as preces
De que tanto pedi ajoelhado e rezei
Para acontecer e assim realizasses



Força, peito, luta, uma passagem
Grito, respeito, preconceito, uma viagem
Arroz, feijão, carne... enfim ninguém
Há de tirar o que em um prato convém


Gustavo de Souza ali mere.

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